الاثنين، 7 فبراير 2011

QUE A MÍDIA SAIBA UTILIZAR SEUS MIOCROFONES COM JUSTIÇA E CONHECIMENTO DE CAUSA PARA QUE MEREÇA O RESPEITO DOS CIDADÃOS...

A.D.D.I.
Ação Defensora dos Direitos dos Idosos
(em organização)

AOS FORMADORES DE OPINIÃO

A Câmara dos Deputados aprovou em 2010 duas medidas provisórias, uma extinguindo a partir de 1º. De Janeiro de 2011 o Fator Previdenciário, que “puniu” os trabalhadores que pretendiam ingressar com suas solicitações de aposentadorias, achatando o valor dos benefícios, e o outro concedendo um reajuste de 7,71% aos aposentados e pensionistas que recebem valor correspondente a dois ou mais salários mínimos. Essas duas medidas foram aprovadas no Senado da República em dezembro de 2009, seguindo à sanção do Presidente Lula.

O reajuste de 7,72 foi, a duras penas, sancionado, sendo vetado o fim do Fator Previdenciário, o que significa que a luta terá que ser reiniciada em 2011. Mas, terminado o mês de janeiro, não vimos qualquer procedimento de parte de nossos patronos , o senador Paulo Paim e o deputado Arnaldo Faria de Sá , objetivando a reativação dos projetos aprovados pelo Senado. O tão alardeado “déficit previdenciário” não existe, e se contabilmente aparecer isto resulta da destinação indevida dos respectivos recursos para outros fins, que não os da Previdência, inclusive o ônus da previdência rural. São flagrantemente revoltantes os aumentos faraônicos que os parlamentares se auto-concedem na calada da noite, o que mesmo que seja legal, porque eles fazem as leis, é indiscutivelmente imoral gerando, ainda, o efeito cascata, que estende a tantos outros, milhares de deputados estaduais e vereadores, em especial, os mesmos benefícios !...

APELO Á MÍDIA – A BEM DA VERDADE

Observamos que alguns jornalistas, na TV e na mídia escrita, veem fazendo comentários que podem causar junto aos telespectadores a idéia equivocada de que nossos velhinhos pretendem concessões especiais, o que certamente não combina com os citados 7,71%, senão vejamos :- Para quem ganha R$2.000,00 o aumento será apenas 154,20. Isto é aumento ? Falam que o governo “economizou” R$10 bilhões em função do Fator Previdenciário, mas a origem dessa “economia” resulta do “confisco” do mesmo “FP” e legislação complementar. O verbo exato não é “economizar”, mas sim “confiscar” ( * ).


É justamente por reconhecermos a importância de suas manifestações na mídia, que desejamos “ pôr os pontos nos iis “ em relação ao assunto. Primeiramente, queremos salientar que aquelas aprovações resultam de uma luta ( não foi um arrombamento... ) árdua liderada no Senado da República pelo senador Paulo Renato Paim e na Câmara Federal pelo deputado Arnaldo Faria de Sá, eminentes parlamentares que lutam por nossos velhinhos.

O aumento de 7,71% representa uma migalha, que não resgata o que tem sido confiscado dos idosos deste país, pois enquanto todos os trabalhadores, tanto os do serviço público como os da iniciativa privada, teem seus ganhos periodicamente corrigidos em percentagens superiores à inflação, o índice praticado nos reajustes das aposentadorias e pensões é sempre bem inferior, gerando confiscos sucessivos e acumulativos. Houve uma categoria, citada pelo Estadão, que teve de 2003 a 2010 reajustes que totalizaram 576% !...São servidores públicos.

( * )- Tome-se, por exemplo, o caso de um segurado, que após mais de 35 anos de serviço, ocupando cargos importantes em empresas nacionais e multinacionais e contribuindo sempre com o valor máximo, aposentou-se com um valor equivalente a 95% de 10 x salários mínimos, o que hoje equivaleria a R$4.845,00 (10x510=5.100,00=95%=4.845,00), recebendo hoje a irrisão de R$2.120,00+ 7,71=163,45 ( fruto do “arrombamento”)= R$2.283,45, portanto diferença a menor de R$2.561,55, um “confisco” de 52,86% ! ( * ). Se o problema fosse seu, aceitaria pacificamente que seus proventos se deteriorassem, a curto prazo, em proporções tão elevadas ?... Fique claro, portanto, que a luta não terminou, pois os projetos do senador Paulo Paim, aprovados por unanimidade no Senado em dezembro de 2009, serão objeto de novas lutas em 2011. Não podem os aposentados e pensionistas permanecer no estado de semi-miserabilidade em que se encontram ! Acrescente-se a isto a falência dos serviços públicos de saúde, maravilhoso nos palanques mas inaceitáveis e humilhantes na prática!

O argumento do governo, de que esse aumento quebrará a Previdência, é irmão gêmeo daquele que usou quando da votação da continuidade da CPMF, de que a Saúde quebraria se cessasse tal contribuição, prognostico esse que não se confirmou. Pelo contrário, as arrecadações federais aumentaram substancialmente.

Por outro lado, se os recursos da Previdência fossem aplicados consoante sua legítima destinação, sem desvios para outros fins sobejamente conhecidos e que não vale aqui mencionarmos; se não houvesse falcatruas; se os grandes inadimplentes, empresas, clubes, prefeituras, fossem rigorosamente cobrados, o alegado “déficit” não existiria. Tem o INSS recuperado os ativos roubados ? Qual a situação dos bens do juiz Nascimento, da advogada Jorgina, foram executados ?... E eles mesmos, onde estão ?...E as aposentadorias e pensões forjadas, recentemente noticiadas ?...



Os formadores de opinião, deveriam melhor se informar antes de vestir a roupagem de “lobos” nos “cordeiros” aos quais mais se assemelham os velhos e velhas nossos aposentados. Ser exato em suas informações é um dever moral da mídia, para que a opinião pública não forme uma impressão equivocada das intenções desses cidadãos. O jornalista Alexandre Garcia chegou a dizer que a Previdência estava sendo “arrombada” e o jornalista William Bonner também criticou o aumento em uma ou mais de suas apresentações. A revista “Exame” fez também comentários semelhantes.

O Fator Previdenciário e leis complementares criados em má hora pelo não saudoso presidente Fernando Henrique Cardoso e lamentavelmente mantidos pelo presidente Lula, apesar de suas promessas de campanha, que consideramos um permanente “confisco”, representa um conjunto de medidas punitivas classificado quando da sessão-vigília do Senado, em dezembro/ 2009, de “quebra de contrato” pelo senador Geraldo Mesquita ; de “apropriação indébita” pelo senador Mário Couto e de “estelionato” pelo então senador Romeu Tuma.

Por favor, senhores jornalistas, pensem melhor, informem-se, investiguem, antes de escolherem as palavras que irão ao ar, através de seus microfones. Não permitam que a “poluição” os atinja... O s microfones são, sem dúvida, uma arma poderosíssima, cujo gatilho só deve ser acionado em função da plena consciência do alvo a ser atingido.

Cordialmente,
Álvaro Ramos

CONSTITUIÇÃO FEDERAL
“Artigo 5 - Inciso IV
É livre a manifestação do
pensamento, sendo vedado
anonimato”

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