الثلاثاء، 11 يناير، 2011

Não perguntemos o que o Brasil poderá fazer por nós, mas sim o que podemos fazer pelo Brasil

Não é essa, certamente, a filosofia de nossos parlamentares e de outros dignitários dos poderes da república, federal, estaduais e municipais, do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. A filosofia que sempre imperou e continua imperando, já agora sem aquela relativa discrição de um passado relativamente recente, é a filosofia do...

... É dando que se recebe... “,
“ Mateus, primeiro os teus...”,
“ Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo, ou não tem arte, ou é “ Pedro Malazarte”...
( * )

A formação do ministério foi um “parto” e calculamos os esforços pela nossa presidente envidados para concluí-lo. Talvez tenha sido um fórceps ou uma cesariana, tal a quantidade de postulantes aos importantes cargos do primeiro escalão, que exigem não apenas um ministério, mas que seja dos de maiores dotações orçamentárias. ( * )

E o PMDB foi rápido na apresentação da conta. Mesmo antes da posse começou a luta entre o PT (partido da presidente) e o PMDB, legenda expressiva e bi-partida, que sempre consegue participar do governo, pela ação independente de seus líderes. Em São Paulo, Quércia, o grande líder do partido, apoiou Geraldo Alckmin para o governo do Estado, esse mesmo PMDB que, sob a batuta de Temer na esfera federal, apoiou Dilma.

Começa, agora, a disputa pelos 600 cargos importantes do segundo escalão, presidências de estatais e outras, mais uma vez indagando os postulantes o que o Brasil poderá fazer por eles, não o que eles ( e elas...) poderão fazer pelo Brasil . Tudo segue como d’antes no quartel d’Abrantes. Cargos para homens, não homens para cargos. ( * )

Permitimo-nos reproduzir trechos da carta-renúncia assinada pelo então Presidente da República Jânio da Silva Quadros aos 25 de agosto de 1961:-

“ Fui vencido pela reação e assim deixo o governo. Nestes sete meses cumpri o meu dever . Tenho-o cumprido dia e noite, trabalhando infatigavelmente, sem pretensões ou rancores. Mas baldaram-se os meus esforços para conduzir esta nação, que pelo caminho de sua verdadeira libertação política e econômica, a única que possibilitaria o progresso efetivo e a justiça social, a que tem direito o seu generoso povo.

Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando, nesse sonho, a corrupção, a mentira e a covardia que subordinam os interesses gerais aos apetites e as ambições de grupos ou de indivíduos ( * ), inclusive do exterior. Sinto-me, porém esmagado. Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou infamam, até com a desculpa de colaboração.”

Jânio foi, sem dúvida, um personagem polêmico. Considerado demagogo por uns , porque relaxava no trajar, barba crescida e mal tratada, cabelos revoltos, comendo sanduíches no decorrer dos comícios e, mesmo falando ao povo, usava linguagem gongórica, impressionando mais pela imagem e pela postura que pelo falar, geralmente de forma dramatizada. Seu carisma atraia , sobretudo o cidadão comum, embora respeitado e admirado por cidadãos de todas as classes. Muito se poderá dizer sobre esse político, não compreendido por muitos mas admirado e respeitado por outros. Excêntrico, quando prefeito da cidade de São Paulo, descia do carro oficial para advertir os motoristas infratores, até mesmo tumultuando o trânsito. Sua combatividade e sua energia extrapolavam os limites habituais. Nunca o cidadão comum foi tão bem tratado pelos funcionários públicos como o foram em suas gestões.

Álvaro Ramos.
www.soramramos.blogspot.com

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