السبت، 23 يوليو، 2011

EPISÓDIO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES - Ponta do iceberg...

“ Sairão todos “ no comando do Dnite e da Valec “ ( Folha de São Paulo – Pág. A-4-23.07.2011)


O triste episódio “Ministério dos Transportes” tem um lado bastante positivo, (*) por paradoxal que pareça, deixando evidente a disposição da Presidente Dilma, de manter a plena autoridade de que foi investida pela maioria do eleitorado brasileiro.(*) A formação de uma base parlamentar é indispensável à governabilidade, daí a necessidade de acordos com diversos partidos, o que resulta na nomeação de titulares não diretamente identificados com o presidente eleito, sendo tais nomeações avalizadas pela legenda que os indicou. Isto é próprio da democracia, ocorrendo em todos os países nos quais prevalece o sufrágio universal.

Ousamos afirmar que o exercício da importante função de presidente não seria das mais difíceis se houvesse apenas as dificuldades naturais, próprias do cargo. O que dificulta, e até inibe, são as dificuldades artificiais, representadas por reivindicações geralmente absurdas, geradas por interesses imediatos e mesquinhos. Reivindicações dos que “ pensam apenas no próprio umbigo “, sobrepondo seus interesses --- geralmente inconfessáveis --- aos interesses da nação.Entendemos que a renúncia do Presidente Jânio da Silva Quadros terá sido causada, dentre outros motivos, pela dificuldade de dialogar com os parlamentares, pois era ele avesso a “negociações”. Observa-se, na Presidente Dilma, uma postura mais firme, sabendo discordar ou concordar, deixar fazerem ou fazendo, no momento certo, sem pressões ou constrangimentos. (*)

No entanto, o mínimo que se pode esperar desses partidos é que sejam criteriosos, contribuindo para que o governo que os acolheu tenha, nos indicados, pessoas eficientes, dedicadas, dispostas a apresentar resultados realmente positivos, pessoas sobretudo honestas, não aventureiras. Lamentavelmente, nem sempre isto ocorre, resultando em crises como esta do Ministério dos Transportes, responsável pela aplicação de uma das maiores dotações orçamentárias, objeto de cobiça, portanto.

A afirmativa da Presidente Dilma, de que ” as demissões ocorrerão “independentes” dos “endereços partidários” (*) revela uma disposição elogiável, que nos induz a acreditar que a coisa é, agora, para valer. Nota-se, mesmo que, entre os que não votaram na candidata Dilma, muitos estão torcendo por seu sucesso, podendo afirmar que a opinião pública --- cujo valor está crescendo, entre nós --- estará a seu lado, se a “faxina” continuar, alcançando outros órgãos do governo. Este episódio é, sem dúvida, apenas a “ a ponta do iceberg...”

Há, no entanto, um importante detalhe: Não basta que, em todos os casos, os infratores sejam indiciados e processados e até mesmo condenados, o que raramente ocorre, por conta de Foro Privilegiado ( criado no governo FHC ) recursos, procrastinações que acabam em prescrições, tornando-os impunes . É necessário que os valores desviados sejam recuperados, confiscando-se-lhes o patrimônio,ilicitamente até mesmo vintuplicado.
Precisamos dar nome aos bois ?!...

Sra. Presidente Dilma, A opinião pública estará ao seu lado, acreditando que sua chegada à presidência foi uma predestinação, cujos resultados serão benéficos à nação.

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