الثلاثاء، 28 يونيو، 2011

CONSCIENTISMO TRÊS - A Maledicência...

A MALEDICÊNCIA

A língua não é apenas aquele “órgão oblongo, achatado, musculoso e móvel da cavidade bucal, o órgão principal da deglutição, do gosto e, no homem (genericamente falando) de articulação das palavras “ , tal como o define Michaellis. É, mais que isto, um instrumento da mais alta periculosidade, dependendo do uso que dele se faça. Poderá ser um agente da concórdia, mas também da discórdia, dois efeitos diametralmente opostos. Poderá gerar a paz, mas também a guerra. “Nunca me arrependi daquilo que não disse...”, diz o sábio. “Calar é ouro, falar é prata...”, diz o adágio.

A maledicência ou o popular “fofocar” encerra o mau caráter de quem a pratica, que o faz para satisfazer sua necessidade quase biológica de compensar sua mediocridade, atingindo seu semelhante, em muitas das vezes sem que ele o saiba, sem que ele o sinta... Ao fazê-lo,no entanto, está dando um tiro no próprio pé, esquecendo que o maior prejudicado será ele mesmo, porque seu caráter vai,pouco –a- pouco se deteriorando;
perderá seu próprio respeito, muito tempo após perder o respeito das pessoas com as quais convive, e o que pior, sem que disso se aperceba ! Vale lembrar a velha assertiva que diz “ Lembra-te de que quando teu indicador está voltado para alguém, em postura acusatória, teu polegar está voltado contra ti...” É a lei do retorno, mais uma vez invocada.

Quanto de bom se pode dizer, transmitir e aprender, quando convivemos com amigos, parentes ou mesmo com um simples mendigo que de nós se aproxime; com uma criança, inclusive. Por vezes estamos animicamente abatidos, tristes, insatisfeitos, inseguros, “astral baixo...”,
não querendo ver ninguém... Eis que chega aquele amigo que não vemos há muito tempo, e nossa reação é o “digam que não estou...”. Mas, num impulso, resolvemos recebê-lo. O papo se prolonga, horas passam, lembramos episódios de nossas vidas e, finalmente, esse papo funcionou como terapia. E, sem que nada lhe falássemos encontramos, numa simples palavra que disse, a inspiração para a solução de um dos problemas que nos preocupavam.

Se podemos capitalizar tempo com palavras construtivas, por que usá-lo com outro tipo de conversa , que a nada nos levará a não ser ao retrocesso de nossa alma ? Se somos jovens, empreguemos esse tempo lendo bons livros, praticando esportes, em nosso aprimoramento profissional e até mesmo em ajudar carentes. Se somos idosos podemos empregar esse tempo ajudando o próximo. Um salutar exemplo nos vem das SENHORAS DE JALECO ROSA, voluntárias, seres humanos maravilhosos que prestam serviços ao Hospital do Câncer, em S.Paulo, valendo lembrar a grande propugnadora desse mesmo hospital, dona Carmem Annes Dias Prudente. Por que não empregarmos nosso tempo em atividades construtivas , que resultam em créditos – não em débitos – em nossa conta corrente com a ” causa não causada que se chama Deus” ( Huberto Rhoden ).

Sem qualquer resquício de fanatismos -- religiosos, filosóficos, culturais ou éticos – cremos firmemente nas vibrações que nos resultam daquilo que fazemos ou que induzimos os outros a fazê-lo. Se não respeitamos nossos semelhantes não podemos esperar que nos respeitem. E a maledicência é uma das formas mais cruéis, porque é praticada “pelas costas...” . A vida é uma via de mão e contra-mão, devemos cuidar para não trombarmos com a verdade.

Repetimos:- A maledicência é, por certo, uma das formas mais cruéis de desrespeito, porque é praticada no anonimato por pessoas pusilânimes, que se ocultam no manto negro da hipocrisia, nos falsos sorrisos, nas gentilezas exageradas, na podridão de seu caráter, sem que o praticante o perceba. Que não se esqueçam, porém, os maledicentes, pois a bomba de efeito retardado repousa em seu interior.

Faça-se a “ mea culpa “...

Álvaro Ramos
CONSCIENTISMO

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