الخميس، 23 يونيو، 2011

INTERESSE PÚBLICO - Atenção moradores do entorno do Aeroporto de Congonhas ( Obras de prolongamento da Av. Jornalista Marinho.

Projeto do prefeito Gilberto Kassab foi aprovado em primeira votação.

Moradores reclamam que desapropriações na região estão sendo impostas sem discussão com a população.

A Câmara de São Paulo deu aval ontem, em primeira votação, ao projeto de lei do prefeito Gilberto Kassab que prevê a construção de um túnel de 2.350 metros prolongando a avenida Jornalista Roberto Marinho (zona sul) até a rodovia dos Imigrantes.

Foi a terceira tentativa do prefeito, que precisava de 2/3 dos 55 votos da câmara para aprovar o projeto – foram 39 vereadores a favor, 11 contrários e duas abstenções.

No início de junho, o líder de Kassab, Roberto Trípoli (PV) pediu o encerramento da sessão , sob protestos da oposição, porque não teria os votos necessários. Na semana passada, a proposta foi à votação, mas só obteve o apoio de 32 parlamentares.

O projeto atualiza lei de 2001, sancionada na gestão Marta Suplicy (PT) , que criou a Operação Urbana Água Espraiada, conjunto de intervenções viárias, sociais e urbanísticas em bairros como Jabaquara, Campo Belo, Brooklim, Morumbi e Santo Amaro.

A principal diferença é o túnel, que não existia no projeto original. Mas a proposta de Kassab também inclui parque linear de 600 mil m2 - 72 campos de futebol – e a remoção de 16 favelas – está prevista a construção de até 10.000 moradias populares.

A proposta prevê, ainda, a extensão de 3,4 km da av. Chucri Zaidan entre o shopping Morumbi e a av.João Dias (Sto.Amaro) e a construção de uma nova ponte sobre a marginal Pinheiros, na região do parque Burle Marx (Morumbi).

O projeto, que pode consumir perto de R$4 bilhões, foi aprovado ontem (21.06) , sob protesto dos moradores. A maior crítica é que Kassab vem tocando o projeto à sua maneira mesmo antes da aprovação na câmara e que as desapropriações estão sendo impostas sem discussão com a população. Uma única audiência pública foi feita, em novembro de 2009.

A AMES ( Associação dos Moradores do Entorno do Aeroporto de Congonhas ) questiona o projeto na Justiça.
Entre outreas coisas, a entidade pede que a prefeitura suspenda qualquer intervenção até adaptar o projeto ao que está previsto em lei e que elabore novo estudo de impacto ambiental, já que houve mudanças nas intervenções.

O Cades ( Conselho Municipal do Meio Ambiente ) já aprovou o estudo, mas a concessão da licença prévia estava subordinada à aprovação do projeto pela câmara.
A segunda votação pode ser hoje (22/06).

A Operação Urbana Água Espraiada é financiada pelos Cepacs, títulos emitidos pelo município e negociados com empreendedores imobiliários em troca da aprovação da utilização de área acima dos limites permitidos pela lei de ocupação do solo.

Publicado na Folha de São Paulo ( Cotidiano C9-22.06.2011

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