السبت، 15 مايو، 2010

GARZÓN E A ANISTIA .

“ Justiça suspende Garzón por investigar franquismo .”
( Estadão / 15.05.2010- Fls. 23)


Como se infere o juiz espanhol Baltazar Garzón foi suspenso após ser indiciado por abuso de poder, por haver “ tentado investigar crimes do franquismo sem ter competência para isto “. Estranhável que essa incompetência não tenha sido invocada em 1998, quando “pediu a extradição para a Espanha do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, que estava em Londres para tratamento médico e que faleceu em 10 de dezembro de 2006, aos 91 anos, vítima de problemas cardíacos.

Em 2008 Garzón tentou interferir em nosso país, contribuindo para que se reativasse dentro do governo brasileiro a polêmica sobre a revisão da Lei de Anistia, problema que só agora foi superado por decisão do Supremo Tribunal Federal. Entende-se que Garzón procura interferir em outros países em problemas que não consegue resolver em seu próprio pais.

E nem seria possível, primeiro porque a ditadura espanhola, liderada por um não menos tirano, o General Francisco Franco, que dominou o país durante cerca de 40 ( 1934 a 1975 ) anos , falecendo em 1975. Terminava, então, a ditadura Franco, proclamando-se Juan Carlos rei de Espanha., que voltou a respirar os ares da liberdade.


Aos 8 de janeiro de 1938 nascia em Roma Juan Carlos, neto de Afonso 13, ali permanecendo até 1948, portanto com 10 anos de idade quando mediante acordo feito entre o pai e o ditador Francisco Franco, retornou à Espanha. Sob a tutela do ditador cursou as escolas militares, graduando-se em 1961, com 23 anos, em Direito Político e Internacional pela Universidade de Madri, preparando-se, assim, para as importantes funções a que estava destinado.

Coroado em 1975 Juan Carlos conviveu com o ditador durante parte de sua infância, a adolescência e a maturidade ( 1948 a 1975 = 37 anos), período de vida durante o qual, já com capacidade de discernir e mesmo não participando, presenciou as atrocidades praticadas por Franco. Não lhes parece que mexer nesse assunto, após tantos anos, seria inoportuno, desaconselhável e desnecessário ? Correntes oposicionistas não poderiam atribuir a Juan Carlos cumplicidade e leniência em relação ao ditador ?

Que durma em paz o Juiz Garzón , pois mexer em vespeira pode ser perigoso .

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